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	<title>Kely Kachimareck</title>
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	<description>(des)aprendendo a viver, entre a realidade e ficção.</description>
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		<title>não seja convencido (convença-me)</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 18:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Versos Livres]]></category>

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		<description><![CDATA[escrever é o prazer de não ter mais você. meus dias até podem ser todos seus, e vez ou outra você pode me roubar o fôlego, mas você não é o dono, nem o único em meus pensamentos, minhas palavras. como já dizia Victor Hugo, &#8220;A melancolia é o prazer de estar triste&#8221; pois não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/mascara.jpg" alt="" width="426" /></p>
<p><strong>escrever é o <em>prazer</em></strong> <strong>de não ter mais você</strong>.</p>
<p style="padding-left: 30px;">meus dias até podem ser todos seus,<br />
<em>e vez ou outra você pode me roubar o fôlego</em>,<br />
<strong>mas você não é o dono</strong>, nem o <em>único</em><br />
em <strong><em>meus</em></strong> pensamentos<strong><em>, </em></strong><em><strong>minhas</strong></em> palavras.</p>
<p style="padding-left: 60px;">como já dizia <em>Victor Hugo</em>,<br />
&#8220;A melancolia é o prazer de estar triste&#8221;<strong><br />
pois não tenho tristeza</strong>, nem melancolia.</p>
<p style="padding-left: 90px;">apenas esse<strong> prazer estranho</strong>,<br />
essa <strong><em>felicidade esquisita</em></strong> de<br />
<strong>lembrar de você</strong> sem me afogar<br />
em <em><strong>expectativas</strong></em> e  <em><strong>sentimentos</strong><br />
(que não sabia, posso controlar</em>)</p>
<p style="padding-left: 60px;">quando me pego <em>romântica</em> e <em>sensível</em>,<br />
<strong>é por nostalgia</strong>, uma saudade distante<br />
<em>de uma pitada</em> <strong>de você em minha vida;</strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em><strong>e nada mais</strong></em>. <em>é bom que você esteja longe</em>.</p>
<p><strong>minto</strong>, <em></em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>você bem sabe</em></p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>tenho apenas muitas máscaras</strong><br />
que me <em>protegem</em> e me <em>escondem</em>.</p>
<p style="padding-left: 90px;"><strong>preciso </strong>que você <em>volte para mim</em>,<br />
<em>conquiste essas máscaras, </em><strong>convença-as</strong><br />
<strong>que não preciso mais delas</strong><em>, </em>que é<em><br />
você quem vai me proteger&#8230;</em><em title="escuridão"></em></p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>disso tudo que sinto por você</strong>.<strong></strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>faço essas confissões de mentira</strong><em> para confundir,<br />
para acreditar que </em><strong>ainda pertenço a eu mesma</strong><em>,</em><br />
mas <strong>a <em>verdade</em> está </strong><em><strong>nas entrelinhas</strong> da nossa história</em>,</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>você bem sabe.</em></p>
<p><strong>escrever é o <em>prazer</em> de sentir que você está aqui, </strong><em>comigo</em>.</p>
<p>(<em>mesmo que eu esteja <strong>só</strong></em>, <em>apenas com as minhas máscaras</em>)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>faça sol ou faça chuva</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 02:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[esses dias mais longos trazem calorosas lembranças doces, com cheiro de chuva de verão. quantas vezes, andando pelas ruas dessas noites ensolaradas, nos molhamos, rimos e nos beijamos? deitados na grama, esperando a primeira estrela aparecer&#8230; sentindo o sereno na pele, revelando os segredos mais profundos, descobrindo um ao outro da mesma forma que se devora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_471" class="wp-caption aligncenter" style="width: 436px"><a href="http://www.flickr.com/photos/bigsleep/364355917/in/set-72157594547064548"><img src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/sol-chuva.jpg" alt="" width="426" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Alonso Díaz</p></div>
<p><strong>esses dias mais longos trazem calorosas lembranças doces</strong>, com cheiro de chuva de verão. <strong>quantas vezes</strong>, andando pelas ruas dessas<em> noites ensolaradas</em>, <strong>nos molhamos</strong>, <strong>rimos</strong> e <strong>nos beijamos</strong>? deitados na grama, <strong>esperando a primeira estrela aparecer</strong>&#8230; sentindo o sereno na pele, <del></del><strong>revelando os segredos mais profundos</strong>, <strong>descobrindo um ao outro</strong> da mesma forma que <em>se devora um livo novo</em>. <strong>esses dias são nossos</strong>, <strong>estão impregnados</strong> com <strong>nossa paixão de <em>primeiro amor</em></strong>.</p>
<p><em>quando fica quente desse jeito</em>, <strong>é difícil respirar</strong>. talvez porque<strong> você sempre me deixava sem fôlego</strong>, ou porque <strong>sufoco em lágrimas</strong>, <strong>soluços</strong> e <strong>palavras</strong>. e <em>é a mesma coisa com o frio</em>, <strong>esses dias mais curtos em que te encontrava no escuro</strong>, <strong>com chuva</strong>, <em>e você mesmo gelado</em>, conseguia<strong> me esquentar por dentro</strong>. <em>cheiro de chocolate</em>, <strong>gosto de vinho</strong>, <strong>música</strong> e <strong>poesia no ar</strong>. os dias de inverno também <em>são nossos</em>, <strong>repletos de carinho</strong> e <strong>intimidade</strong>.</p>
<p><em>pensando bem</em>, <strong>esses dias</strong> <strong>há muito deixaram de ser nossos</strong>. <em>você os levou de mim há muito tempo, me deixando apenas com lembranças&#8230; <strong></strong></em><strong>pois te dou elas também, c</strong><strong>ada uma delas te pertence</strong>, <em>seja de frio ou calor</em>.</p>
<p><strong>são todas de <em>amor</em></strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>olhei no relógio</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 18:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Versos Livres]]></category>

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		<description><![CDATA[senti um aperto no peito, inexplicável. olhei a data, e a explicação invadiu meu corpo. fiquei desnorteada com as lembranças. você bem sabe &#8211; será que sabe? nesse dia, por volta dessa hora, tanto tempo atrás &#8211; lembra? te vi, sorri e te amei, sem sequer saber seu nome. (tudo bem, você não sabia o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/data.jpg" alt="" width="426" /><br />
<strong>senti um aperto no peito</strong>, <em>inexplicável</em>.<br />
<strong>olhei a data</strong>, e a <em>explicação</em> invadiu meu corpo.<br />
fiquei <strong>desnorteada</strong> com as <strong>lembranças</strong>.<br />
você bem sabe &#8211; <em><strong>será que sabe</strong>?</em><br />
<strong>nesse dia</strong>, <em>por volta dessa hora</em>,<br />
<strong>tanto tempo atrás</strong> &#8211; <em>lembra</em>?<br />
<strong>te vi</strong>, <strong>sorri</strong> e<em><strong> te amei</strong></em>, sem sequer saber seu nome.<br />
<em>(tudo bem, você não sabia o meu também)</em><br />
<strong>agora, </strong>depois de <em>todas</em> as<strong> <em>datas</em> e <em>horas</em></strong><br />
que partiram <em>daquele instante</em>,<br />
<strong>de química instantânea</strong>,<br />
<strong>tenho um sentimento</strong> <em>estranho</em>.<br />
<strong>hoje eu sei seu nome </strong>- te conheço,<br />
<em>(embora </em><em>não ouse dizer quem é você</em>)<br />
e <em><strong>te amo</strong></em>. <strong>não te <em>vejo</em></strong>, <strong>não </strong><em><strong>sorrio</strong>,</em><br />
<strong>mas </strong><em><strong>amo</strong></em>. <strong>interminadamente</strong>,<br />
<em>sem data de validade</em>. <em>apenas datas<br />
que causam <strong>esse aperto no peito</strong></em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>amor básico</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 20:54:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[libera única e exclusivamente para um único escolhido, é adstringente: tem elementos estruturais importantíssimos, mas precipita-se diante de problemas insolúveis. contrai os tecidos e vasos sanguíneos, causando falta de ar e aceleração dos batimentos cardíacos. combate as vontades da boca, da língua e dos lábios&#8230; ajuda a cicatrizar as feridas da vida e tem gosto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/quimica.jpg" alt="" width="426" /><br />
<strong>libera única e exclusivamente</strong> para um único <strong>escolhido</strong>, é <strong><em>adstringente</em></strong>: tem <strong>elementos estruturais importantíssimos</strong>, <em>mas precipita-se diante de problemas insolúveis</em>. <strong>contrai os tecidos e vasos sanguíneos</strong>, <strong>causando falta de ar</strong> e <strong>aceleração dos batimentos cardíacos</strong>. <strong>combate as vontades da boca</strong>, <strong>da língua</strong> e <strong>dos lábios</strong>&#8230; <strong>ajuda a cicatrizar as feridas da vida</strong> e tem gosto de <em>eucalipto</em>, <em>guaraná</em>, <em>jaca</em> e <em>maçã</em>, <strong>tudo junto e misturado</strong>. <strong>produz lágrimas que limpam a alma</strong>. <em>alguns são fracos e não trazem danos</em>. <strong>alguns são perigosamente corrosivos</strong> e devem ser tratados com <em>carinho</em> e <em>cuidado</em>. <strong>um amante básico é um aceitador</strong>, um <strong>doador</strong>, q<em>ue neutraliza o lado ácido da vida</em>. <strong>com presença</strong>, <em>não presentes</em> &#8211; <strong>como disseram as estrelas</strong>, já que <em>não é apenas da ciência</em> que vem a <strong>química do amor</strong>.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://kely.me/2011/08/amor-basico/">http://pt.wikipedia.org/wiki/Base_(qu%C3%ADmica)</a></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adstringente">http://pt.wikipedia.org/wiki/Adstringente</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		<title>ando procurando você</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 14:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Versos Livres]]></category>

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		<description><![CDATA[mas em meu caminho, o tempo todo, encontro apenas fragmentos, pedaços incompletos daquilo que éramos. estilhaços de um dado com infinitos lados; em cada face, uma faceta que representa aquela eu, aquele você, que no rolar da vida, em uma jogada de sorte e de azar, se encontraram, desencontraram e quebraram-se. e eu recolho esses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_446" class="wp-caption aligncenter" style="width: 436px"><a href="http://www.flickr.com/photos/f_mafra/27819392/"><img src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/dado.jpg" alt="" width="426" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Fernando Mafra.</p></div>
<p>mas em meu caminho,<em> o tempo todo</em>,<br />
encontro apenas fragmentos,<br />
<em> pedaços incompletos </em><strong>daquilo que éramos</strong>.<br />
<em><strong>estilhaços</strong> de um dado com infinitos lados</em>;<strong></strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>em cada face,<br />
uma faceta que representa</strong> <em>aquela eu</em>, <em>aquele você</em>,<br />
que no r<em>olar da vida</em>, <em></em><strong><em>e</em>m uma jogada de<em> sorte</em> e de <em>azar</em></strong>,<br />
<strong>se encontraram</strong>, <em>desencontraram</em> <strong>e quebraram-se</strong>.<strong></strong></p>
<p><strong>e eu recolho esses pedaços</strong> em uma <em>tentativa frustrada</em> de<br />
<strong>reconstruir você</strong> e de<strong> te guardar em mim</strong>, <em>eternamente</em>.</p>
<p><strong>mas construo apenas um boneco sem vida</strong>, <em>incompleto</em>.<br />
<em>uma sombra do que você era</em>, <strong>que brilha de estilhaços</strong>.<br />
<em></em><br />
<strong><em>ando procurando você</em>.<br />
</strong><strong></strong></p>
<p>para me ajudar a <strong>recolher esses pedaços</strong>,<br />
<strong>consertar essa boneca</strong> que você deixou <em>quebrada</em>,<br />
<em>dar vida a esse meu</em><strong> boneco de estilhaços</strong>.</p>
<p><strong>vem</strong>, <strong><em>me encontra.</em><del></del></strong></p>
<p><strong>vamos construir esse novo eu e você</strong><br />
<em>(que eu não ousarei chamar de nós)</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>SURrealidade</title>
		<link>http://kely.me/2011/08/surrealidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 08:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Versos Livres]]></category>

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		<description><![CDATA[sonhos estranhos me habitam enquanto penso dormir alices, cogumelos, tijolos amarelos, lagartas e fumaça se confundem em uma familiar rua de ilusões. caminhamos com as mãos dadas; eu em meus sapatos prateados, você com suas virtudes e sentimentos. eu te conheço mas não sei quem é você; eu sei quem é você mas eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/surreal1.jpg" alt="" width="426" /><br />
<strong>sonhos estranhos </strong><em>me habitam</em> <strong>enquanto penso dormir</strong><br />
<em>alices, cogumelos, tijolos amarelos, lagartas e fumaça</em><strong><br />
se confundem</strong> em uma<strong> familiar <em>rua de ilusões</em></strong>.</p>
<p>caminhamos <strong>com as mãos dadas</strong>; <strong><br />
eu em meus sapatos prateados</strong>,<br />
<em> você com suas <strong>virtudes</strong> e <strong>sentimentos</strong>.</em></p>
<p><strong>eu te conheço</strong> <em>mas não sei quem é você</em>;<br />
<em>eu sei quem é você</em> <strong>mas eu não te conheço</strong>.</p>
<p><strong>talvez esteja apaixonada</strong>, <em>talvez eu seja louca</em>;<strong><em><br />
</em></strong><em>penso na leveza do sonho</em><strong>, <strong>no peso da realidade</strong>,</strong><br />
e <strong></strong>diante do <strong>buraco que me levará ao outro lado</strong><br />
<strong><em></em> te pergunto medrosa</strong>: &#8220;<em>você vem comigo?</em>&#8220;;</p>
<p><em>nenhuma resposta</em><strong>,</strong> <strong>apenas um sorriso encantador</strong>.<br />
<strong>então eu <em>entro</em></strong>, <strong>eu <em>vou</em></strong> e<strong><em> continuo</em></strong> pelo escuro túnel.</p>
<p><strong>sozinha</strong>, <em>acordo</em>. ou <strong>acordo</strong>, <em>sozinha</em>. <strong></strong></p>
<p><strong>não sei</strong>. <strong></strong></p>
<p><em><strong>acho que você não existe</strong></em>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>voar é impossível</title>
		<link>http://kely.me/2011/08/voar-e-impossivel/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 02:52:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[é quinta-feira, é meia-noite, estou sozinha, leve e distante. tão leve que eu poderia voar, tão distante que poderia cair. mas estou só, e tenho tontura. não vôo nem caio, apenas fico como o pião a rodar e a rodar, no mesmo lugar até parar; parar e cair. Posts relacionados: mudanças
Posts relacionados:<ol>
<li><a href='http://kely.me/2010/03/mudancas/' rel='bookmark' title='mudanças'>mudanças</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 436px"><a href="http://canbayram.deviantart.com/art/Turning-164184753"><img src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/rodando.jpg" alt="" width="426" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Can Bayram</p></div>
<p>é quinta-feira, é meia-noite, <strong>estou sozinha</strong>, <strong>leve</strong> e <strong>distante</strong>.<strong> tão leve que eu poderia voar</strong>, <em>tão distante que poderia cair</em>. <strong>mas estou só</strong>, e tenho <strong>tontura</strong>. <strong>não vôo nem caio</strong>, <em>apenas fico como o pião a rodar e a rodar</em>, <strong>no mesmo lugar até parar</strong>; <strong></strong></p>
<p><strong>parar e <em>cair</em></strong>.</p>
<p>Posts relacionados:</p><ol>
<li><a href='http://kely.me/2010/03/mudancas/' rel='bookmark' title='mudanças'>mudanças</a></li>
</ol>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://kely.me/2011/08/voar-e-impossivel/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>em meu mundo romântico</title>
		<link>http://kely.me/2011/08/em-meu-mundo-romantico/</link>
		<comments>http://kely.me/2011/08/em-meu-mundo-romantico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 17:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[o brilho dos olhos refletem o luar, as vozes são aveludadas, as palavras são leves, os toques são quentes e macios, os defeitos são invisíveis e os vícios, toleráveis. lá no fundo eu sei que é fantasia, mas é bem por isso que tudo é mais bonito por aqui. O mundo inteiro é um terrível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>o brilho dos olhos refletem o luar</strong>, as vozes são aveludadas, as palavras são leves, <strong>os toques são quentes e macios</strong>, <strong>os defeitos são invisíveis</strong> e os vícios, <em>toleráveis</em>. <strong>lá no fundo <a title="romance, vício incurável" href="http://kely.me/2011/08/romance-vicio-incuravel/">eu sei que é fantasia</a></strong>, <strong>mas é bem por isso que tudo é mais bonito por aqui</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/Heahtcliff.jpg" alt="" width="426" /></p>
<blockquote><p>O mundo inteiro é um terrível álbum de recordações a provar que ela existiu e que eu a perdi!<br />
— <strong>Heathcliff</strong> em <strong><em>O morro dos ventos uivantes</em></strong></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>romance, vício incurável</title>
		<link>http://kely.me/2011/08/romance-vicio-incuravel/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 19:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[romance é fantasia, traz dor e paixão, vício e loucura; seduz com esses sentimentos profundos e intensos como quase nada nesse mundo e torna-se um refúgio da rasa realidade, tão superficial. o ser romântico se frustra com a leviandade, ele deseja um oceano infinito para explorar por inteiro, apenas para angustiar-se diante do impossível e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Paixão" src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/paixao.jpg" alt="" width="426" /><br />
<strong>romance é fantasia</strong>, traz <strong>dor</strong> e <strong>paixão</strong>, <strong>vício</strong> e <strong>loucura</strong>; <em>seduz com esses sentimentos profundos e intensos</em> <strong>como quase nada nesse mundo</strong> e torna-se um <strong>refúgio da rasa realidade, tão superficial</strong>.</p>
<p><em>o ser romântico se frustra com a leviandade</em>, <strong>ele deseja um oceano infinito para explorar por inteiro</strong>, apenas para<strong> angustiar-se diante do impossível</strong> e <strong>se afogar em mágoas pelo desejo não realizado</strong>.</p>
<p><strong>tenta, mas não consegue mudar</strong>. quando percebe o ciclo vicioso e tenta salvar-se, <strong>na superfície o choque com a realidade instaura um vazio tão grande</strong> no peito que é difícil aguentar: <strong>ele mergulha novamente no oceano de fantasia</strong>,<em> numa tentativa de se encontrar</em>.</p>
<p><strong>e lá se perde novamente</strong>. não é romântico ser incurável?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://kely.me/2011/08/romance-vicio-incuravel/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>bem agora que estou aprendendo a cozinhar</title>
		<link>http://kely.me/2011/08/bem-agora-estou-aprendendo-cozinhar/</link>
		<comments>http://kely.me/2011/08/bem-agora-estou-aprendendo-cozinhar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 16:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kely Kachimareck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Journal]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[não tenho fome, nem vontade de comer. nem açúcar é tentação para mim. ultimamente estou mais para travessura do que para doce, não sei se pela volta de velhos hábitos ou por uma ansiedade disfarçada, pois tudo anda muito junto e misturado, conspirando para eu pensar em você. só sei que mordo os lábios de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://kely.me/wp-content/uploads/2011/08/mordendo-labios.jpg" alt="" width="426" /><br />
<strong>não tenho fome</strong>, <em>nem vontade de comer</em>. nem açúcar é tentação para mim. <strong>ultimamente estou mais para travessura</strong> <em>do que para doce</em>, não sei se pela volta de velhos hábitos ou por uma <em>ansiedade disfarçada</em>, <strong>pois tudo anda muito junto e misturado, conspirando para eu pensar em você.</strong></p>
<p><strong>só sei que mordo os lábios de desejo, tentando conter um apetite que comida nenhuma desse mundo satisfaz</strong>.</p>
<p><em>volta</em>.</p>
]]></content:encoded>
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