
escrever é o prazer de não ter mais você.
meus dias até podem ser todos seus,
e vez ou outra você pode me roubar o fôlego,
mas você não é o dono, nem o único
em meus pensamentos, minhas palavras.
como já dizia Victor Hugo,
A melancolia é o prazer de estar triste.
pois não tenho tristeza, nem melancolia.
apenas esse prazer estranho,
essa felicidade esquisita de
lembrar de você sem me afogar
em expectativas e sentimentos
(que não sabia, posso controlar)
quando me pego romântica e sensível,
é por nostalgia, uma saudade distante
de uma pitada de você em minha vida;
e nada mais. é bom que você esteja longe.
minto,
você bem sabe
tenho apenas muitas máscaras
que me protegem e me escondem.
preciso que você volte para mim,
conquiste essas máscaras, convença-as
que não preciso mais delas, que é
você quem vai me proteger…
disso tudo que sinto por você.
faço essas confissões de mentira para confundir,
para acreditar que ainda pertenço a eu mesma,
mas a verdade está nas entrelinhas da nossa história,
você bem sabe.
escrever é o prazer de sentir que você está aqui, comigo.
(mesmo que eu esteja só, apenas com as minhas máscaras)









